quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Exportações brasileiras se recuperam com alta de 3,5%



O crescimento de 1,6% das exportações brasileiras em outubro de 2009, sobre setembro, mantém a recuperação verificada desde agosto, após a retração do início do ano. A avaliação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral "A recuperação das exportações depende de diversos fatores, mas estamos confiantes porque o superávit de 2009 continua excedendo o do mesmo período de 2008", destacou o secretário durante entrevista coletiva sobre a balança comercial, ontem, em Brasília.
Barral destacou que, tradicionalmente, há queda nas exportações de outubro sobre o mês anterior, mas outubro de 2009 teve o maior aumento de exportações sobre setembro, nos últimos cinco anos. As exportações do mês chegaram a US$ 14,082 bilhões, contra os US$ 13,863 bilhões exportados em setembro. Em agosto de 2009, as exportações foram de US$ 13,841 bilhões. Em relação ao mês de setembro, as exportações de carne in natura registraram recuperação de 3,55% na receita e 6,53% no volume. Porém os exportadores brasileiros amargaram queda no preço médio da carne bovina exportada (-2,79%), que em outubro recuou para US$ 3.472/tonelada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Soja é a cultura que mais cresce na safra atual

A opção dos produtores pelo plantio da soja na temporada agrícola 2009/10 vai levar o Brasil a colher, no próximo ano, entre 62,50 e 63,60 milhões de toneladas da oleaginosa. Se confirmado o intervalo superior, que representa 11,4% a mais que o período passado, este será o melhor resultado da história. Quando somadas às demais culturas, a safra total de grãos ficará entre 139,04 e 141,69 milhões t, ou 3% a 5% a mais que as 135 milhões t da anterior. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (5) pela Conab e fazem parte do segundo levantamento da produção nacional.
Este incremento se deve, principalmente, à recuperação da produtividade das principais culturas e à estabilidade do clima prevista para os próximos meses, o que beneficiará a semeadura das lavouras, que ocorre até o final de dezembro nos estados do Centro-Sul. A previsão é de que a área a ser plantada em todo o país fique entre 47,44 (-0,5%) e 48,18 (+1,1%) milhões de hectares.
A projeção do milho primeira safra, que teve o plantio iniciado em agosto e será colhido a partir de janeiro, é de 32,79 (-2,6%) a 34,06 (1,2%) milhões t. Já o feijão primeira safra, em fase de frutificação e maturação em algumas regiões, está entre 1,39 (+2,9%) e 1,43 milhão t (+6,3%). O arroz, por outro lado, tem redução média de 3,8%, ficando entre 12,06 e 12,18 milhões t. O algodão em pluma segue a mesma tendência, oscilando entre 1,13 e 1,21 milhões t, ou uma queda média de 2,1%.
Para avaliar o comportamento das culturas de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Conab utilizou os dados da pesquisa realizada com produtores, agrônomos, cooperativas rurais, secretarias de estado da agricultura, órgãos de assistência técnica e agentes financeiros. Nos estados onde o plantio ainda não começou, como nos do Nordeste, o estudo manteve a área da safra anterior e, para fins de produção, levou em consideração a produtividade média dos últimos cinco anos, descartando-se os períodos atípicos.
Trigo – O trigo, uma das culturas de inverno, vem sofrendo com o excesso de chuva na fase final do cultivo. A produção registra diminuição e deve fechar em 5,04 milhões t (-14,3%). Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal a colheita já foi concluída. No Paraná resta uma pequena parcela e, no Rio Grande do Sul, está em fase inicial.
A maior parte do cereal está concentrada no Paraná (1,29 milhão de hectares), seguido do Rio Grande do Sul (882,3 mil ha), Santa Catarina (121,1 mil ha) e São Paulo (61,3 mil ha). A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de outubro.

Fonte: Conab

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Câmbio é maior adversário do produtor


Os dados do prognóstico da safra 2009/2010 divulgados pela Conab confirmam consenso estabelecido entre consultores, analistas e produtores, segundo análise do jornal Valor Econômico. A área reservada ao plantio, em plena execução a esta altura, praticamente deve reproduzir os números da safra passada, com a soja ocupando algumas áreas tanto do milho quanto do algodão. Essas culturas tendem a ter espaços menores no ciclo em curso. A recuperação na produtividade média das lavouras, impulsionada pelo clima, deve estimular uma colheita de 139 milhões a 141 milhões de toneladas de grãos no país, a segunda maior safra da história. Isso corresponderia uma produção entre 3,8 milhões a 6,46 milhões de toneladas acima da safra 2008/2009, de acordo com a Conab.



Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Supersafra e câmbio irão pressionar cotações da soja



Em menos de um ano, a valorização do real fez a soja brasileira ficar 30% mais cara para os importadores, reduzindo a competitividade do País e a margem dos produtores. A perspectiva de preços baixos, porém, é reforçada pelo acréscimo de cerca de 10% da oferta mundial do grão, com a retomada da safra argentina e o aumento da produção no Brasil. Os produtores brasileiros irão colher na safra 2009/2010 entre 62,50 milhões e 63,60 milhões de toneladas da oleaginosa, um incremento próximo a 11% ante a temporada passada no melhor resultado da história. Os números fazem parte da previsão feita ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os fatores que devem levar o País a colher uma safra recorde estão os baixos preços baixos do milho, que levaram muitos produtores a ampliar a área da soja sobre essa cultura. O aumento da produção também se deve à estabilidade do clima prevista para os próximos meses, o que beneficiará a semeadura das lavouras, que ocorre até o final de dezembro nos estados do Centro-Sul. "A supersafra no Brasil e a Argentina retomando vão levar a queda da Bolsa de Chicago rapidamente", avaliou Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Ramalho destaca que a soja brasileira, 30% mais cara, concorre com o grão da Argentina e dos Estados Unidos e que, portanto, irá perder mercados, levando o produtor rural a registrar prejuízo. "Nas condições que nós temos hoje o produtor não vai ter lucro", afirmou. Segundo o presidente da SRB, para obter alguma margem com o câmbio e o preço atuais o produtor precisaria atingir uma produtividade de pelo menos 3 mil quilos por hectare (o equivalente a 50 sacas), o que é nacionalmente é muito difícil, segundo Ramalho. O cenário que se desenha é desanimador e acentua a tendência dos últimos meses. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicado (Cepea), a soja negociada em Paranaguá em outubro com embarque para o mesmo mês foi cotada a US$ 27 a saca. O grão comercializado no mesmo mês, mas com embarque previsto para abril de 2010 foi vendido a US$ 22,30 a saca. A redução da competitividade brasileira já pode ser observada no ritmo de comercialização. O Mato Grosso - maior estado produtor do Brasil - está com 29% da produção comprometida, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), enquanto no ano passado essa negociação já havia atingido 50% no mesmo período. Os produtores norte-americanos, por sua vez, já comercializaram 55% da safra de soja, enquanto a média histórica do país é de 20% neste período. Se a lentidão no escoamento da soja persistir, os produtores terão que enfrentar o déficit de armazenamento, repetindo a safra de milho que registrou perdas por ficar fora dos silos enquanto não era vendida. Ao se observar a tendência cambial e os fundamentos para o mercado da soja o futuro não deve levar alívio aos produtores. "O cenário para a soja não é positivo. Há um aumento da produção ante uma demanda que não tende a crescer. É provável que o preço se acomode ou tenda a cair", avaliou o economista André Diz. A SRB deverá se unir à outras entidades do agronegócio para formular uma agenda para discutir a política cambial do governo, no entanto, segundo as lideranças da casa, terá que abrir uma brecha dentro de um Congresso Nacional onde o agronegócio está incluído apenas nas discussões referentes ao meio ambiente. João Sampaio, secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, vê com desconfiança as medidas de intervenção ao câmbio, anunciadas pelo Banco Central. "Acredito que uma política direcionada aos juros teria mais impacto que essas medidas", disse.



Fonte: DCI, 6 de novembro

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Censo confirma atuação da agricultura familiar em Minas

Os resultados do Censo Agropecuário 2006, publicados recentemente, confirmam a importância da agricultura familiar no cenário da produção vegetal e animal, além de apontar para o seu potencial na agroindústria e no artesanato. O segmento tem uma participação da ordem de 42% no total da produção de grãos em Minas. Segundo o levantamento do IBGE, as propriedades familiares do Estado responderam por quase 47,0% da produção de milho, sendo este grão o de maior destaque da safra estadual.

De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, que organizou os dados, no caso do café a agricultura familiar respondeu por quase 30% da produção total do Estado. Já a produção de mandioca, tradicional no segmento, equivalia a 83,0% do total em Minas. Além disso, as propriedades familiares contribuíam com quase 32% da safra estadual de feijão.
“Esses resultados confirmam a força da agricultura familiar no cenário da produção agrícola e pecuária”, diz o superintendente de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, Lucas Scarascia. “A partir do censo passaram a existir referências precisas, que possibilitam uma melhor avaliação do segmento”. Isto, segundo Scarascia, “é fundamental para a elaboração de políticas de suporte à agricultura familiar”.
A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 estabeleceu o conceito básico de agricultura familiar. São assim considerados a pequena e a média propriedade, assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais tradicionais – extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e outras.
“Scarascia acrescenta que, de acordo com a lei, há quatro condições essenciais para o reconhecimento de uma propriedade como de agricultura familiar, sendo a primeira a de que a área do estabelecimento ou empreendimento rural tenha no máximo quatro módulos fiscais definidos pelo Incra em cada município”, acrescenta Scarascia. “A segunda condição é a de que nas atividades econômicas desenvolvidas pelo segmento predomine a mão-de-obra da própria família.”
O superintendente ainda diz que a renda predominante na agricultura familiar tem que ser originada de atividades vinculadas à propriedade. “Além disso, o estabelecimento ou empreendimento deve ser dirigido pela própria família”, assinala Scarascia.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Zoneamentos para eucalipto, pinus e mamona

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério de Agricultura autorizou o planto de eucalipto, pinus e mamona em diversos estados. O eucalipto está autorizado no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e atende à demanda crescente por matéria-prima. O pinus será plantado no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. Já o cultivo da mamona foi autorizado para Bahia, do Maranhão e Piauí. Segundo o Ministério da Agricultura, o país tem potencial de sobra para o cultivo de florestas e o destaque é justamente para o eucalipto, pela resistência às intempéries, crescimento rápido e posição de liderança mundial em produção, produtividade e melhoramento.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Chuvas atrasam plantio no Brasil e colheita americana





As chuvas estão atrasando a safra no Brasil e nos Estados Unidos, resultando em troca de cultura e aumento do custo de produção. No País, a Região Sul foi a principal afetada. O Paraná registra 77% da área de milho plantada, ante 90% no mesmo período do ano passado, segundo informações da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado (Seab). No caso da soja, o plantio avançou nessa safra 25%, inferior aos 40% plantados na mesma época do ano passado.

De acordo com Otimar Hubner, engenheiro agrônomo do departamento de Economia Rural da Seab, algumas lavouras sofreram erosão, mas com a trégua das chuvas na última semana, os produtores estão plantando a todo vapor e devem recuperar o tempo perdido. "Apesar do atraso, o milho não deve ter redução da produtividade. O problema no caso da soja, é que se atrasar o plantio atrapalha o plantio do milho safrinha", alerta Hubner.

No Rio Grande do Sul, o plantio do milho, que deveria ter acontecido em agosto, está se estendendo até agora e já é prevista uma redução de até 25% da área do grão. Segundo estimativas da Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), a área plantada na safra de verão 2009 deve ficar entre 980 mil hectares a a 1 milhão de hectares contra 1,38 milhão de hectares verificados no ano passado. "A redução é motivada principalmente pelo preço e pela dificuldade na comercialização da safra passada", observa Jorge Rodrigues, diretor da área de grãos da Farsul. "Como teve atraso no plantio do milho, muitos produtores buscaram substituí-lo pela soja cuja perspectiva é positiva", diz Rodrigues.

O diretor da área de grãos também destaca o início da colheita do trigo, que com a trégua das chuvas já avançou de 20% a 25% . "Esperamos que continue assim. Se permanecer o clima favorável é esperado uma safra de 1,6 milhão de toneladas de trigo de boa qualidade", afirma.

O tempo seco das últimas duas semanas também permitiu o avanço do plantio de arroz no Rio Grande do Sul. O plantio deve terminar em uma semana, dentro de um período considerado ideal. No mercado, os fundamentos seguem indicando preços mais altos, embora a tendência ainda não tenha se confirmado.

Enquanto as chuvas atrasam o andamento da safra na região Sul, o Mato Grosso é beneficiado por ela. O plantio da soja já avançou 51,1% na região, segundo o último boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado, a safra tinha avançado apenas 46%.

Na região, a chuva acabou antecipando o plantio e evitando perdas com a estiagem recente. "Algumas regiões do estado [parte do médio norte e oeste] acabaram de ter um período de estiagem de dez dias, o que acabou paralisando o plantio nessas regiões", diz Thiago Mattosinho, gerente técnico da Federação de Agricultura e Pecuário do Estado do Mato Grosso (Famato).


Estados Unidos
De acordo com Anamaria Gaudencio Martins, analista internacional do Imea e da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja/MT), a safra atual está sendo, sem dúvida, umas das mais difíceis para os norte-americanos com relação à colheita e é também a mais tardia dos últimos 30 anos. Chove bastante em parte de Illinois e Iowa, os dois maiores produtores de soja e milho dos Estados Unidos. "Os produtores americanos estão acostumados a colher a soja já bem seca, dispensando a utilização de secadores, mas este ano os relatos de umidade entre 15 e 20% estão sendo muito comuns. Há relatos também de regiões com índices em torno de 30%", avalia a analista. Com o índice nesse nível ou acima, os produtores gastam, em média, US$ 1,32 por saca só com a secagem.