sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Produtores do Paraná reduzem área de milho em quase 20%

O Paraná reduziu sua área com milho em quase 20%. O clima está assustando o produtor e até a estimativa da Secretaria da Agricultura reflete prováveis veranicos. Quem está plantando para garantir a rotação de culturas adotou a tecnologia BT, que pode ser um aliado a mais em tempos de provável La Niña, mas é preciso buscar informação para não gastar quando a tecnologia garante exatamente redução de custos com inseticidas.

O milho BT promete resistência à lagarta do cartucho, mas uma faixa do convencional precisa ser plantada ao longo da área. A ideia é adiar a resistência que normalmente os insetos desenvolvem a novas tecnologias. A capacidade do milho BT de resistir a ataques de pragas também pode ser útil agora, já que as lavouras estão sob o risco do La Niña.

Depois de cinco anos sem plantar milho, o agricultor Milton Casarolli semeou 50 hectares com o BT pela primeira vez neste verão, mas somente por conta da rotação de culturas. O foco foi a redução de custo de manejo.

– Numa época muito seca, a infestação de lagarta é muito grande. Teve ano que eu fiz cinco aplicações e judia demais da lavoura. No milho BT, você vai fazer uma, talvez, e já dá uma diferença muito grande – explica ele.

Mesmo com o avanço do milho resistente à lagarta do cartucho, uma das principais pragas da cultura, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Agricultura, estima que a produtividade deve ser 4% inferior em relação à safra passada.

O Estado tem 742 mil hectares semeados com milho, redução da área em 17% em relação ao verão passado. A produção prevista é de 5,4 milhões de toneladas. A pesquisa indica que mais de 70% das lavouras do Paraná são de milho BT. O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Rodolfo Bianchi, alerta que, apesar da tecnologia prometer redução na aplicação de inseticidas, muitos produtores seguem a recomendação de pulverizar o produto quando a infestação passa de 20% da lavoura. Ele aconselha um acompanhamento das lagartas, já que a tecnologia BT mata o inseto por intoxicação dentro de poucos dias.

– Se ela (a lagarta) começa a ficar mais clara é porque parou de comer e, se parou de comer, não é mais praga, porque não ataca mais a lavoura. Esse ano, a gente avaliou algumas áreas que tinham um primeiro indicativo de aplicar o inseticida. Mas, avaliando a lagarta, 80% das áreas que avaliei dispensei a aplicação.

Fonte: CANAL RURAL

Argentina vai liberar exportação de trigo e milho

O ministro de Agricultura, Gado e Pesca da Argentina, Julián Domínguez, informou que a Argentina vai liberar as exportações de volumes mínimos de 5,5 milhões de toneladas de trigo e de 18,5 milhões de toneladas de milho. Durante encontro com representantes das bolsas de cereais de todo o país, em Córdoba, no fim de semana, Domínguez informou que a decisão de permitir as vendas externas dos cereais se deve às boas perspectivas da safra 2010/11.

– Após apresentar os informes técnicos e econômicos à presidente, se destaca uma colheita recorde histórica para a safra 2010/11 que será de 103 milhões de toneladas – ressaltou o ministro durante o encontro.

Domínguez detalhou que o volume da colheita de trigo ficará entre 13 a 14 milhões de toneladas. A colheita da soja será de 52 milhões toneladas, enquanto que a de milho alcançará 26 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Conab prevê redução na safra 2010/11

A safra de grãos 2010/2011, em fase de plantio, está projetada entre 146,26 milhões e 148,82 milhões de toneladas. O total indica uma redução que vai de 487 mil a 2,48 milhões de toneladas ante a safra passada. A área destinada ao plantio deve ficar entre 47,24 milhões (queda de 0,02%) e 48,01 milhões de hectares (alta de 1,3%) contra 47,37 milhões de hectares da anterior. Um dos destaques do levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é o algodão em caroço. A colheita da fibra deve ser de 2,56 milhões (+39,1%) a 2,72 milhões de toneladas (+47,5%), ante o período passado (de 1,84 milhão de toneladas). Já a área plantada pode crescer de 1,08 milhão (+29,3%) a 1,14 milhão de hectares (+36,9%). A soja pode crescer em área, com uma variação de 23,76 milhões (+1,1%) a 24,20 milhões de hectares (+3,1%), sendo que a safra anterior registrou 23,46 milhões de hectares. A colheita deve ficar entre 67,69 milhões (-1,4%) e 69 milhões de toneladas (+0,5%) sobre a safra passada (de 68,68 milhões de toneladas).

Fonte: Agência Estado

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dedicação com foco no sucesso




Publicado em 12/11/2010



“Nos aspectos pessoal e profissional, a Academia de Vendas representa uma visão diferenciada através do contato com outros profissionais, troca de experiências, permitindo assim, o aprimoramento do meu conhecimento e melhor gestão de negócio”.



Essa é uma das falas do Aluno em Destaque desta quinzena, ao definir o que representa a Academia de Vendas Syngenta. Engenheiro Agrônomo, formado pela Faculdade de Agronomia Doutor Francisco Maeda (FAFRAM), Marcelo Barbosa faz parte da turma Master Goiânia e, em setembro deste ano, completou 10 anos de atuação na revenda.


Suas experiências profissionais são gratificantes. Durante os primeiros cinco anos, Barbosa trabalhou como consultor em fazenda onde comprava e recomendava opções de controle, seja por meio químico ou cultural. Nos últimos 10 anos, e atuando como consultor, vem apostando nos conceitos de preservação, produtividade e inovações tecnológicas para as diversas culturas que estão presentes em sua área de atuação. “Posso garantir que, em qualquer um dos lados, a paixão pela agricultura é o que realmente faz a diferença”, ressalta.


Graduado desde 1986, Barbosa trabalha pela Moraes & Bagaiolo C. R. P. Agrícolas Ltda, e atende 21 produtores, sendo oito deles clientes focalizados. Após todas as orientações em aula foi possível aplicar os conhecimentos adquiridos, pois o seu maior ganho é a segurança durante a argumentação sobre determinado problema, seja em relação a produto, erva daninha, doença, praga ou ocorrência. “E essa segurança foi realmente adquirida junto ao corpo docente da Academia de Vendas. Acredito que tenho uma visão e interação mais específica e voltada ao negócio da Agricultura, em suas diversas ramificações”, explica Marcelo Barbosa.


Por meio do aprimoramento constante, o engenheiro agrônomo crê que a profissionalização e a agilidade no atendimento, necessidades e feedback ao produtor, se elevam juntamente com a confiança e a credibilidade adquirida no relacionamento. Com toda sua dedicação e empenho pessoal, Barbosa agradece a oportunidade de participar do curso. “A Deus, que é meu alicerce, à empresa onde trabalho e que depositou confiança na minha pessoa, à Syngenta, nosso principal fornecedor que mais uma vez inova no mercado buscando o que há de melhor, e a minha família que me apoia”.


Para os consultores que acessam o site da Academia de Vendas, ou para quem tem interesse em ingressar nas próximas turmas, Marcelo Barbosa deixa sua mensagem: “As pessoas devem ter o comprometimento de acessar o material com certa periodicidade e adquirir o hábito da leitura e da interação, ou seja, manter a disciplina”.


Ao opinar sobre a Syngenta, Barbosa faz destaque ao fato da empresa promover interação direta, tanto com os distribuidores que mantém, quanto com os clientes finais que adquirem seus produtos. Isso funciona através de ações de relacionamento, ferramentas de negociações, portfólio e ações de geração de demanda de campo. “Uma empresa que, através de suas estratégias como Focalização, Academia de Vendas, PEDSyn, entre outras, traz inovações ao mercado, se diferencia de seus concorrentes e proporciona aos seus parceiros diretos e indiretos a segurança crescente no nome Syngenta”, finaliza o aluno dedicado.






Matéria também disponível em:


http://www.institutophytus.com.br/academiadevendas/portal/?secao=participantes&id=154#alunoemdestaque

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Depois de US$ 13 por bushel, soja ainda tem fôlego para continuar subindo?


A primeira quinzena de novembro marcou a passagem das cotações da soja por US$ 13 por bushel, patamar que não se via na Bolsa de Chicago desde junho de 2008. O salto da oleaginosa, que há pouco mais de um mês era negociada a US$ 10,65, foi provocado pela combinação das reduções nas estimativas de safra e de estoques finais dos EUA com as dúvidas em relação ao futuro das lavouras sul-americanas em ano de La Niña, fenômeno que costuma resultar em um regime de chuvas mais modesto na porção meridional na América do Sul. Agora, a principal pergunta do mercado diz respeito à capacidade das cotações continuarem subindo. A resposta, claro, vai depender da evolução do cenário descrito acima, mas também deve sofrer muita influência dos acontecimentos dos mercados externos, principalmente o de câmbio, e da briga por área no próximo plantio norte-americano. De um lado, fica o temor de uma forte reação do dólar, com a consequente fuga de ativos mais arriscados como as commodities; de outro, vem o potencial suporte de uma disputa que envolve outra cultura, o milho, que também precisa trabalhar com preços mais altos para racionar a demanda e atrair plantio na safra 2011/12 nos EUA.
AgRural

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Soja tem preços históricos no MT

A comercialização antecipada da soja em Mato Grosso alcança cotações históricas. Nos negócios travados desde junho, os produtores conseguiram preços entre US$ 14 e US$ 21 a saca. Com o mercado interno aquecido por causa da demanda para ração e biodiesel, a cotação em Mato Grosso chega a se descolar do Porto de Paranaguá/PR, referência para o grão de exportação. Mas, por outro lado, a reação dos preços na Bolsa Chicago, que sustentam a soja na casa dos US$ 11 e US$ 12/bushel (27,2 quilos), também amplia a frustração dos produtores que travaram preço antes do rali verificado entre setembro e outubro no mercado internacional. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 45% da produção prevista já foi comercializada, contra 29% em igual período do ano passado.


Fonte: Gazeta do Povo

Agronegócio pode ter superávit de US$ 60 bilhões

Apesar do dólar fraco, o agronegócio brasileiro deverá fechar o ano com superávit superior a U$ 60 bilhões. O setor é responsável por quase metade das exportações brasileiras. “Ano passado, essa participação chegou aos 42% e este ano será ainda maior, gerando um superávit extraordinário. Devemos chegar ao fim do ano com US$ 72 bilhões de exportações provenientes do agronegócio. E vamos importar apenas algo em torno de US$ 12 a US$ 14 bilhões”, destaca o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. “O Brasil é hoje o grande fornecedor de proteínas, tanto de origem animal como vegetal, e pode aproveitar o momento para expandir ainda mais sua atividade agropecuária. Já exportamos alimentos para 215 países e somos os maiores exportadores de vários produtos, além dos tradicionais café, açúcar e suco de laranja. Estamos nos destacando nas exportações de carne bovina, suína e de aves e já ocupamos a condição de maiores exportadores do complexo soja”.


Fonte: Agência Brasil