sábado, 4 de junho de 2011

EUA: mesmo com alta, 40% do milho ainda será destinado a etanol

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA não pretende alterar a sua posição sobre os biocombustíveis, apesar de os preços do milho terem subido para níveis sem precedentes, disse nesta terça-feira a diretora do órgão, Lisa Jackson. Cerca de 40% da safra de milho dos EUA é usada para produção de etanol e os críticos dizem que essa situação eleva os custos dos alimentos e das matérias-primas para ração animal.

Os futuros do milho na bolsa de Chicago quase duplicaram de valor em relação há um ano e as reservas do cereal estão nos menores níveis desde a década de 1930. A EPA e o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estão monitorando os preços do milho, disse Jackson, que recentemente visitou usinas de etanol na região central dos EUA. Ela, no entanto, não vê a produção de biocombustíveis como fator principal para a alta dos preços.

Este ano, a EPA aprovou o uso de misturas de até 15% de etanol na gasolina para carros novos, um aumento da proporção anterior de 10%. O USDA projetou que 5 bilhões de bushels de milho serão usados na produção de etanol no ano findo em 31 de agosto. O mandato do governo para biocombustíveis requer a produção de 12,5 bilhões de galões de etanol neste ano, mas estima-se que esta meta seja ultrapassada em cerca de 10%.

Fonte: AgroNotícias

Queda nos preços da soja e do milho interfere na venda da safra de verão

A safrinha plantada na fazenda do agricultor Modesto Daga servirá apenas para silagem, mas ele ainda tem estocado milho da safra de verão. O agricultor parcelou as vendas, como de costume. Negociou 35% antes de colher e 45% na colheita, a um preço médio de R$ 24.

O valor da saca está bem acima do obtido no ano passado, mas de um mês para cá caiu cerca de R$ 1. Por isso, o restante da safra, 20% da produção, Modesto só vai entregar quando receber uma boa proposta. “Não vendi tudo ainda, tenho alguma coisa para comercializar, por causa desta queda de preço, e a gente está esperando que ele volte à normalidade de R$ 24, R$ 25 para liquidarmos o resto do milho”.

Já não se vê mais soja na região, é época de trigo ou milho safrinha. Os grãos colhidos até o mês passado já não estão mais no campo, mas têm muito produtor que ainda mantém parte da safra nos estoques e continua de olho no mercado. “Nós entramos agora no período da entressafra, terminou a colheita, o produtor já vendeu o que ele precisava para as suas despesas, prestações de banco e manutenção da propriedade, então agora ele está tendo fôlego para aguardar a recuperação dos preços”, declara Dilvo Grolli, presidente da Coopavel.

Mesmo com a queda nas últimas semanas, o preço da soja está hoje 40% maior do que o de maio do ano passado, no mercado internacional. E o milho subiu quase 90% em um ano.

Fonte: Gazeta Web

segunda-feira, 23 de maio de 2011

APROVAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL É PONTO DE PARTIDA, AVALIA OCB

Embora a expectativa seja grande em torno da aprovação o mais breve possível do Projeto de Lei (PL) n 1.876/1999, sobre o novo Código Florestal Brasileiro, o consultor jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Leonardo Papp, considera que essa etapa não marca o fim de um processo mas, sim, o início de uma nova fase que deverá ser desencadeada. A matéria será levada à votação no plenário da Câmara Federal na próxima terça-feira (24), após três adiamentos. "A aprovação do Código Florestal não é um ponto de chegada. É um ponto de partida. Depois disso, vai ser necessário muito empenho para adequar a legislação dos estados a essa nova realidade, assim como um grande esforço e vigilância para que se possa influenciar de maneira positiva na produção do decreto da presidente da República, que deverá regulamentar as atividades nas APPs (Áreas de Preservação Permanente)", afirmou Papp nesta quinta-feira (19), em Curitiba, ao participar do Fórum de Meio Ambiente promovido pelo Sistema Ocepar. Avaliação - Papp foi convidado a discutir com os profissionais das cooperativas paranaenses os principais pontos da última versão do projeto sobre o novo Código Florestal que foi apresentado pelo relator na Câmara Federal. O consultor da OCB avalia que, apesar de várias alterações que já foram realizadas no documento, as discussões sobre o tema avançaram. "Em relação à legislação atual, o texto que está para ser votado contém avanços significativos. Por outro lado, se considerarmos algumas expectativas que se tinham, os progressos foram menores que os esperados", afirmou. Ele lembrou que desde julho de 2010 vem sendo realizado um trabalho para aprimorar o texto. "Estávamos nos preparando para a batalha. Havia muita pressão e sabíamos que em algum momento o governo iria entrar nessa luta. As discussões estavam mais tranquilas enquanto ocorriam somente entre nós, até a semana passada. O jogo mudou completamente quando o governo entrou na discussão e o projeto só não foi votado por questões políticas", disse ele. Reserva Legal e APP - De acordo com Papp, os maiores ganhos foram contabilizados em relação à Reserva Legal (RL), como, por exemplo, a dispensa de recomposição da RL em propriedades com até quatro módulos. Já em relação às APPs, a expectativa era de que os estados tivessem mais autonomia para legislar sobre o assunto. "O setor vinha defendendo a bandeira de que, como o país é muito grande, com muitas peculiaridades, muitas das questões deveriam ser decididas pelos estados, inclusive a consolidação das áreas que já estão em produção. Porém, o resultado das negociações lá no Congresso foi remeter a um decreto da presidente a regularização dessas áreas, o que não é o ideal diante das expectativas iniciais mas, por outro lado, é uma oportunidade que se cria, já que na lei de hoje ela sequer existe", disse Papp. Apesar disso, ele acredita que ainda haverá espaço para os estados. "Numa amplitude menor do que se esperava, mas os estados terão um papel mais ativo do que tem na legislação atual, na produção e na discussão da legislação ambiental", acrescentou. Cooperativismo - O consultor jurídico da OCB também ressaltou que o cooperativismo sai fortalecido desse processo envolvendo o novo Código. "O cooperativismo não foi um mero coadjuvante nessa discussão. Por vários momentos assumiu o papel de protagonista. Representantes do setor foram constantemente consultados pelos políticos que estão à frente dessa discussão. O setor pode demonstrar que a forma cooperativista de produzir é própria, portanto, tem que ser vista de uma maneira diferenciada. Acho que isso foi um ganho institucional para todos nós que somos adeptos e entusiastas do modo cooperativista de produzir," frisou. Ele disse ainda que contribuições das cooperativas paranaenses foram agregadas ao texto. "O termo Reserva Coletiva, por exemplo, nasceu aqui no Paraná, foi mantido na versão final e nada impede que os estados regulamentem essa questão", acrescentou. A Reserva Ambiental Coletiva, proposta pelas cooperativas do Paraná, se define como a área de vegetação necessária para compor o índice mínimo de 20% de cobertura florestal do estado, sob responsabilidade de toda a sociedade. As informações partem da Ocepar.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

APREENDIDOS AGROTÓXICOS PARA SEMENTES DE TRIGO NO RS

Foram encontrados em estabelecimento comercial do município de Independência, na região da Fronteira Noroeste do RS, herbicidas e agrotóxicos para tratamento de sementes de trigo em quantidade suficiente para nove mil hectares de plantação. Os técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) fizeram a apreensão dos produtos no final da manhã desta quarta-feira (18), informou a Seapa. Os produtos têm duas origens, alguns são de fabricação chinesa que, provavelmente, entraram no Brasil pelo Paraguai e outros são de fabricação uruguaia. O proprietário da empresa foi autuado e multado, sendo aberto processo administrativo. Os produtos foram encaminhados para um fiel depositário. Após a conclusão do processo, os herbicidas e agrotóxicos apreendidos serão inutilizados. Informou o agrônomo da Seapa, Luiz Augusto Petry, que serão encaminhadas cópias do expediente administrativo para a Receita Federal e para a Polícia Federal para as medidas de suas competências. Disse ainda que, embora esta tenha sido uma fiscalização de rotina, devido às várias denúncias recebidas, duas equipes da Divisão de Defesa Vegetal da Seapa permanecerão naquela região.

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Temperatura

Em queda desde a segunda quinzena de maio, a temperatura no Sudeste do país sofrerá ligeira elevação hoje. Os termômetros deverão marcar máxima de 32C e mínima de 5C. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê tempo claro no Espírito Santo e Rio de Janeiro. O dia será nublado nas demais áreas, com possibilidade de chuvas isoladas em São Paulo. A região Sul terá as menores temperaturas do país, com mínima de 1C. O tempo fica nublado com possibilidade de chuva nos três estados. A previsão é de chuva no resto do país. Na região Nordeste, o Inmet prevê chuvas fortes, principalmente, nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Pernambuco. No Norte e Centro-Oeste do país, o dia será nublado com pancadas de chuva, com exceção do Acre, que terá tempo claro. As informações são do Inmet/Mapa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Código Florestal: Dilma recebe proposta já na semana que vem

Setores do governo incluídos na discussão do Código Florestal apresentarão à presidente Dilma Rousseff, na semana que vem, a proposta de alteração da lei a ser enviada à Câmara dos Deputados. A intenção do Palácio do Planalto é de que o texto chegue ao relator, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a título de sugestão. O deputado apresentaria a proposta como uma emenda substitutiva ao relatório aprovado pela comissão especial que analisou o novo código. A proposta do governo federal, fechada pelos ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, foi sacramentada, ontem, em reunião no Palácio com a presença do vice, Michel Temer, e do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Ficaram acertados pontos como a incorporação das áreas de proteção permanente dentro do cálculo das reservas legais a que cada propriedade deve manter preservada. Também ficou acordado que leis estaduais não poderão diminuir as áreas definidas para proteção, mas poderão ampliar o espaço a ser protegido. A preservação mínima às margens de córregos e rios será de 30 metros, sendo 15 metros para as áreas consolidadas. E não haverá isenções para a obrigação de manter reserva legal.

A partir de agora, o trabalho do governo passa a ser buscar o consenso com a bancada ruralista. Nos temas em que não houver acordo, o Planalto admite levar a questão ao plenário. "O governo tenta avançar no consenso, estamos com 99% definidos, mas uma proposta ou outra pode acabar sendo decidida somente em plenário", admitiu o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. O ponto mais polêmico é a liberação das reservas legais para as propriedades menores de quatro módulos ou 150 hectares. O governo é contra a proposta, mas os ruralistas entendem que a medida pode ser aplicada à agricultura familiar ou aos pequenos produtores. Diante do impasse, o mais provável é que a questão seja decidida em plenário. Em relação à necessidade de declarar em cartório a área destinada à proteção, o expediente não será mais necessário. Bastará aos produtores cadastrarem os dados nos programas do Ministério do Meio Ambiente. "O governo tem interesse em levar uma matéria de consenso ao plenário até por conta dos compromissos que o país assumiu. No ano que vem, teremos a Conferência Rio 20 de Desenvolvimento Sustentável, precisamos chegar lá com um código moderno, não fruto de um racha", explicou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado. O acordo fechado pelo governo com os parlamentares prevê que a sugestão do governo para o Código chegará às mãos do relator Aldo Rebelo na semana que vem. A votação deve acontecer na última semana do mês, ou na primeira de maio. Depois de passar pela Câmara, a proposta ainda segue para o Senado Federal. Equilíbrio verde As reservas legais são áreas destinadas à preservação no interior das propriedades rurais, como representação do ambiente natural da região, e necessárias para o equilíbrio da biodiversidade. Para cada região, muda o espaço mínimo de proteção. Na Amazônia, o índice é de 80% da propriedade. No Cerrado, o percentual que deve permanecer intocado cai para 35%, e na mata atlântica, 20%

quarta-feira, 13 de abril de 2011

MILHO: CONAB OFERTA 55,123 MIL T EM LEILÕES DE ESTOQUES HOJE

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará leilão nesta quarta-feira de 55.123,730 toneladas de milho de estoques governamentais, divididos nos avisos 110, 111, 112, 113 e 114. O aviso 110 coloca à venda 7.483,310 toneladas, divididas em 3 lotes, com origem em Mato Grosso. O aviso 111 abrange 1.821,837 toneladas, divididas em 4 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 e 02) e Mato Grosso (lotes 03 e 04). O aviso 112 coloca à venda 447,580 toneladas, com origem em Mato Grosso. O aviso 113 abrange 9.258,086 toneladas, divididas em 5 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 e 02) e Mato Grosso (lotes 03 a 05). O aviso 114 coloca à venda 36.112,917 toneladas, divididas em 16 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 a 04) e Mato Grosso (lotes 05 a 16). Poderão participar dos leilões os interessados que tenham como atividade principal, que deverá constar na AVE, e estejam em plena atividade nos seguintes segmentos: avicultores, suinocultores, bovinocultores de leite e de corte, cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos de leite e de corte, indústria de ração para avicultura, suinocultura e bovinocultura, indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho, que estejam devidamente cadastrados perante a Bolsa por meio da qual pretendam realizar a operação, e que estejam em situação regular no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab - SIRCOI. A Conab informa ainda que o preço de venda de ambos os avisos serão divulgados, em R$/kg, ICMS excluso, com antecedência de até 02 (dois) dias úteis da data de realização do leilão.
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