quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Companhia Nacional de Abastecimento realizará, hoje (29), leilão para subvencionar o escoamento de 182 mil toneladas de trigo cultivado no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. A subvenção é destinada a indústrias moageiras e comerciantes de cereais.
Em contrapartida, os beneficiados terão de pagar aos agricultores o preço de referência e escoar o produto para os locais indicados pelo governo em edital, no site da estatal. Este é o primeiro leilão da Companhia para apoiar a comercialização da safra 2009/2010 do cereal.
Fonte: www.agricultura.gov.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Abrasem: incentivo para plantar refúgio A campanha Plante Refúgio foi lançada na semana passada pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). O objetivo é orientar os produtores de milho para o uso correto das áreas de refúgio nas lavouras de milho Bt, que é o milho geneticamente modificado resistente a inseto. A campanha é em parceria com empresas de semente de milho. “O plantio de área de refúgio é uma recomendação das indústrias para garantir ao produtor prolongar a vida útil da tecnologia Bt”, diz o superintendente executivo da Abrasem, José Américo Pierre Rodrigues. A Plante Refúgio é resultado de um grupo de trabalho da Abrasem e coordenado pela Associação Paulista dos Produtores de Sementes. As empresas já orientavam os produtores, mas agora devem dispor de mais informações, material de divulgação e site da campanha, chegando a um número cada vez maior de produtores de milho.
Fonte: Abrasem

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Preços ao produtor sobem 1,49% na segunda quadrissemana

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mensura os preços pagos ao produtor, subiu 1,49% na segunda quadrissemana de outubro, segundo o Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (IEA).
O índice de produtos de origem vegetal aumentou acima do índice geral (1,83%), enquanto o de produtos de origem animal apresentou variação positiva de 0,66%.
Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral sobe apenas 1,02%, enquanto o índice de produtos vegetais fica positivo em 1,37%. As altas mais significativas ocorreram nos preços do amendoim (20,84%), da carne suína (9,30%), da carne de frango (9,09%) e das laranjas para mesa e para indústria (8,74% e 7,23%, respectivamente). O amendoim começa a recuperar seus preços, que atingiram níveis muito baixos no primeiro semestre do ano, segundo os pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
A alta do preço da carne suína decorre do aumento da demanda, principalmente por parte da indústria, que está incrementando a produção de derivados, com vistas ao consumo do final do ano, dizem os analistas do IEA. "Nos últimos meses, os preços da carne suína ficaram abaixo do esperado, por conta da influência da gripe A (ainda erroneamente chamada de gripe suína), e estão menores em 31% em relação ao mesmo período de 2008."
A carne de frango ensaia processo de recuperação de preços, que ainda se encontram em patamar bem inferior aos anteriores. Já a chegada da primavera, apresentando dias com temperaturas elevadas, favorece o consumo da laranja (para mesa), o que justifica a variação positiva da cotação da fruta. Sem falar da menor concorrência da laranja para indústria no consumo in natura.
"Entretanto, sob a ótica da renda do citricultor, o processo pode ser considerado de recuperação de preços, uma vez que os mesmos se mantêm 30,7% inferiores aos verificados em igual período de 2008. O mesmo se pode dizer da laranja para indústria, que aumentou, mas ainda se mantém muito abaixo do ano anterior (-34%). Noutras palavras, os preços da laranja, em geral, se mostram em torno de um terço inferiores aos verificados em 2008."
As quedas mais expressivas foram verificadas nos preços do tomate para mesa (21,36%), da banana nanica (16,56%), dos ovos (12,74%), do feijão (10,68%) e do trigo (5,60%).
(A íntegra da análise está disponível no site www.iea.sp.gov.br)

sábado, 24 de outubro de 2009

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o seu mais recente relatório de evolução do desenvolvimento das lavouras de soja, o mesmo revelou que aproximadamente 89% dos campos já estão aptos para colheita, ante 79% da semana passada e 90% observado para o mesmo período do ano passado.

Tal informação é importante, por conta de atestar o atraso no ritmo de colheita da soja nos EUA se comparado com observado na mesma época de 2008, até a última semana aproximadamente 23% da área já havia sido colhida, contra 49% do mesmo período do ano anterior.

Em relação ao patamar médio histórico (57%), o atual ritmo de colheita está trinta e quatro pontos percentuais atrasado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Reserva de água no solo ainda é elevada



Umidade acima de 80% na maior parte das regiões do Estado deve favorecer lavouras já semeadas.
Continua chovendo em todo o Estado de São Paulo, consequência de nova frente fria que passou pelo Sudeste, trazendo, além de chuva, vento forte e granizo em pontos isolados. A temperatura permaneceu abaixo de 30 graus na maior parte do Estado, por causa da nebulosidade, com mínimas de 11 graus em Piracicaba, Garça e Iguape.
A umidade do solo continua elevada, com deficiência hídrica apenas em Barretos, Jaboticabal e São Carlos, onde a umidade está em torno de 55% da capacidade máxima de armazenamento. Nas demais localidades, a reserva de água no solo está acima de 80%, assegurando condições excelentes ao desenvolvimento de lavouras já semeadas na safra de verão.
Segundo o zoneamento agrícola, milho, soja, amendoim e feijão já podem ser semeados com baixo risco de perda no Estado. Este ano, a chuva regular sugere que a semeadura seja antecipada para minimizar riscos climáticos nas fases mais sensíveis dessas culturas. As condições permitem inferir, ainda, que a safrinha de milho e sorgo será favorecida.
O preparo do solo está favorecido, com boas condições para as operações de aração e gradagem. Nas áreas de plantio direto na palha, que dispensam essas operações, as plantas contam com maior reserva hídrica, reduzindo riscos de perda e melhorando a qualidade do solo.
O tempo chuvoso ainda favorece as pastagens, com a redução dos custos de produção. Nos canaviais, a safra se aproxima do fim, ainda com dificuldade no corte e transporte da cana às usinas. A chuva regular, contudo, é benéfica para as áreas já colhidas ou reformadas, indicando boa produtividade para a próxima safra.
COLHEITA
A chuva continuou afetando a colheita da uva itália em Jales; da banana em Registro, Juquiá e Iguape; do pêssego em Jundiaí e Valinhos; das variedades tardias de laranja em Matão, Botucatu e Itápolis; do limão taiti em Taquaritinga; da melancia em Marília. Em Paranapanema, a safra da ameixa segue com otimismo, apesar da redução da produtividade por causa do excesso de chuvas durante a florada, em julho. A redução no número de flores nos pomares melhorou a qualidade dos frutos, compensando a menor produtividade.
*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br .
Fonte: O Estado de S. Paulo, 21 de outubro

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Governo apoia escoamento de 700 mil toneladas de milho

Indústrias, comerciantes de cereais e criadores de aves, suínos e bovinos arremataram, nesta terça-feira (20), R$ 42,81 milhões de subvenção econômica, em leilão realizado pela Conab. O dinheiro será aplicado na compra e escoamento de 694,19 mil toneladas de milho cultivados na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e Rondônia. A estatal também ofertou subvenção para compra do cereal no Maranhão, Paraná e Tocantins, mas não houve lance.
Para ter direito à subvenção, os arrematantes terão que pagar aos agricultores o preço mínimo definido pelo governo (entre R$13,20 e R$19,02 a saca de 60 quilos, de acordo com a localidade) e escoar o produto para as regiões indicadas no edital. Desde janeiro, o governo já apoiou a comercialização de 4,44 milhões toneladas de milho por meio de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP). O investimento previsto é de cerca de R$ 300 milhões.
(Da Redação, com informações de Willians Fausto/Conab)

Fonte: http://www.agricultura.gov.br/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mesmo com área menor, produção de milho cresce



1.º levantamento feito pela Conab aponta safra de 34 milhões de t, aumento de 1,2% em relação a 2008/2009 O 1º levantamento da safra 2009/2010, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou uma área plantada com milho de 8,4 milhões a 8,7 milhões de hectares na primeira safra, ante 9,2 milhões de hectares cultivados em 2008/2009.
A produção, porém, deve crescer 1,2%, para 34 milhões de toneladas, pois, ao contrário do que aconteceu em 2008/2009, a tendência é de clima favorável.
Para a safrinha, os números devem repetir 2009, quando foram semeados 4,9 milhões de hectares e colhidas 17,3 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, a oferta de milho em 2010 deverá ser de até 51,5 milhões de toneladas, para um consumo de 46 milhões de toneladas.
EXPORTAÇÕES
Mais uma vez a sustentação dos preços internos dependerá do escoamento do excedente. "Em 2010 continuaremos reféns das exportações", diz o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar. Ele lembra que este ano as exportações não deslancharam e, com o mercado sem liquidez, os preços internos ficaram pressionados. A Conab projeta para 2010 exportação de 8 milhões de toneladas de milho, volume esperado para este ano, mas que foi revisto para 6,8 milhões de toneladas. Cachia acompanha a estimativa quanto às vendas externas. Segundo ele, em agosto e setembro os embarques de milho cresceram, favorecidos pelos leilões de prêmios do governo, mas ficaram abaixo do esperado. Com a entrada da safra americana e o câmbio desfavorável, as chances de reversão nos próximos meses é pequena.
Mas para 2010 o cenário pode ser diferente. A recuperação da economia e um possível aumento da demanda por milho para etanol nos EUA podem sustentar os preços internacionais do grão e abrir caminho para as exportações brasileiras. Ele estima que o Brasil pode embarcar para o exterior no próximo ano cerca de 8,5 milhões de toneladas.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 14 de outubro