segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vazio Sanitário da Soja: 429 propriedades foram fiscalizadas em Minas




O balanço do Vazio Sanitário da Soja que foi encerrado no dia 23, segunda-feira, aponta, assim como em 2008, saldo positivo em Minas Gerais. Os 90 dias em que o cultivo do grão esteve proibido tiveram intensa fiscalização, superando em 57,14% a meta traçada pelo governo do Estado através Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
De 1º de julho a 30 de setembro é proibido o plantio de soja em território mineiro, a não ser nas áreas de pesquisa científica e de produção de sementes genéticas autorizadas pelo Instituto.
Assim como no ano passado, foram vistoriadas propriedades nas principais regiões produtoras de soja no estado: Alto Paranaíba, Noroeste, Norte e Triângulo Mineiro. Nos 52 municípios produtores da oleaginosa, o IMA conseguiu superar em 57,14% a meta de vistorias, com 429 propriedades produtoras fiscalizadas, sendo que estavam programadas 273.
Nesta etapa do Vazio em Minas Gerais foram emitidas 162 notificações por serem encontradas soja plantadas nas propriedades e aplicados nove autos de infração.
O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, avalia que o principal motivo para o sucesso do Vazio Sanitário da Soja é a conscientização crescente dos produtores mineiros. “A maioria deles se mostrou ciente da importância da medida e se adequou às normas”.


Monitoramento
O IMA chama atenção dos produtores para a importância do monitoramento da lavoura para que se identifique logo no início a ocorrência da Ferrugem Asiática. Produtores e técnicos devem estar atentos às informações de sua região.
Se a ferrugem for identificada em alguma propriedade, o ideal é fazer a aplicação antes que o fungo se espalhe pelo vento. Não há uma fase específica para que a doença se manifeste na planta. Dessa forma, qualquer sintoma da doença na propriedade, deve ser comunicada imediatamente ao escritório do instituto de sua região.


Produção
É importante que o controle da Ferrugem Asiática seja preventivo, uma vez que o combate a doenças como esta, tende a aumentar a competitividade da soja brasileira.
Minas Gerais é o sexto maior produtor nacional de soja, com 51 municípios produtores, totalizando uma área de 915 mil hectares e produção de 2,7 milhões de toneladas. O crescimento da produção neste ano foi de 6 % em relação à safra passada. Já a área plantada cresceu 5,2%.
A soja é o segundo grão mais cultivado no estado, atrás apenas do milho. O maior produtor mineiro do grão é o município de Unaí (Noroeste de Minas), seguido por Uberaba, Buritis, Uberlândia e Guarda-Mor.
Fonte: www.agricultura.mg.gov.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

China deve retomar aquisição de soja e elevar preço do grão


A China voltará às compras no mês de dezembro e cria expectativa para a maior alta no preço da soja neste semestre. De acordo com o Centro Nacional de Informações de Grãos e Óleo da China, o país asiático deve comprar 4 milhões de toneladas do grão em dezembro, superando em quase 1 milhão de toneladas as importações previstas para o mês.Segundo Danny Murphy, do Conselho de Exportação de Soja dos Estados Unidos, haverá um aumento substancial na demanda chinesa no ano comercial 2009/2010. "O potencial do mercado da China por soja pode se tornar três ou quatro vezes maior do que é hoje se a economia continuar a crescer", disse Murphy.Na avaliação dele, o efeito do aumento da demanda nos preços da commodity será no curto prazo. "A oleaginosa deve ultrapassar a maior alta em nove meses, de US$ 12,3650 o bushel, alcançada no dia 5 de junho em Chicago, antes que as novas safras do Brasil e da Argentina, os maiores produtores depois dos EUA", disse.O último relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) aponta um crescimento de 7,6% para o esmagamento de soja chinesa em relação ao ano passado, para 44,1 milhões de toneladas neste ano comercial. Devido ao apetite chinês e ao enfraquecimento do dólar, as exportações de soja dos Estados Unidos devem crescer 4%, para 40 milhões de toneladas no ano comercial que se encerra no dia 31 de agosto de 2010. Desde 1º de setembro, quase 5 milhões de toneladas de soja norte-americana já foram entregues à China e mais 10 milhões de toneladas foram encomendadas para entrega. Segundo informações da United Soybean Board, a China importa um em cada quatro bushels que os EUA produzem.De acordo com Fernando Muraro Jr., analista da Agência Rural, não é só uma grande procura pela soja que sustenta os preços. "Na verdade, a oleaginosa vem sendo muito favorecida pela circulação do dinheiro nas finanças mundiais", avalia. Segundo o analista, com juros baixos nas principais economias do mundo, os investidores estão despejando suas economias em ativos como ações, petróleo, ouro e grãos, entre eles, naturalmente, a soja. "É a financeirização do mercado definindo os destinos da oleaginosa", acrescenta Muraro.Oferta brasileiraMesmo tendo sido responsável pelo incremento de 4% do volume de soja vendido pelos Estados Unidos no ano comercial que acaba de se encerrar, a China continua tendo na América do Sul seu principal alvo para a aquisição da oleaginosa. Apesar nos preços não estarem em patamares satisfatórios para os produtores brasileiros, a área plantada com soja no Brasil já atingiu 76% do previsto para a safra 2009/2010, bem acima da média dos últimos cinco anos de 66%, segundo o USDA.O relatório do órgão informou que o País deve alcançar uma safra recorde da oleaginosa nessa temporada e atingir um volume de 63,6 milhões de toneladas, a partir de uma área de plantio estimada em 22,85 milhões de hectares. Os números apontam para um aumento de 5% na área plantada e de 11,5% na produção em relação aos números da temporada 2008/2009.Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que até a última semana, 93% da área destinada ao plantio da soja no Mato Grosso já foi semeada. Em relação à temporada passada o plantio está 1,3% mais avançado. No norte do estado, onde o plantio começou mais tarde, 45% da área foi semeada, enquanto que em outras regiões as atividades acabaram.No Paraná, segundo maior produtor nacional, o plantio também está no fim. Dados do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) mostram que até a terceira semana do mês, 85% da área havia sido semeada. Assim como no Mato Grosso, em algumas regiões do Paraná o plantio está praticamente finalizado.De acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/Mdic), até o último dia 22, a média diária das exportações de soja em novembro foi de US$ 24,6 milhões, 32,8% a menos que a média registrada em outubro e 38,3% inferior a média verificada em novembro de 2008.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Juros baixos no mundo favorecem cotações da soja


Os Estados Unidos estão terminando a colheita da sua maior safra de soja. De acordo com o último relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura do país (USDA), o mundo passou a contar com mais 90 milhões de toneladas da oleaginosa. Para a América do Sul, que está plantando a sua safra, as perspectivas também são boas, tanto por causa do aumento de área como por conta da promessa de contribuição do clima para o desenvolvimento das lavouras.
O aumento da oferta, contudo, ainda não deixou marcas nas cotações da oleaginosa negociada na Bolsa de Chicago. Uma das explicações está na demanda aquecida pelo grão norte-americano, que hoje é, praticamente, o único produto disponível na praça em função da oferta curta na América do Sul, cuja produção foi afetada pela seca na Argentina e no Sul do Brasil.
Mas não é só a procura alucinada pela soja que sustenta os preços. Na verdade, a oleaginosa vem sendo muito favorecida pela circulação do dinheiro nas finanças mundiais. Com juros baixos nas principais economias do mundo, os investidores estão despejando suas economias em ativos como ações, petróleo, ouro e grãos, entre eles, naturalmente, a soja. É a financeirização do mercado definindo os destinos da oleaginosa.

Fonte: Newsletter AgRural - 25/11/2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Feijão: setor produtivo prevê aumento médio de 20% na safra 2009/2010


O preço mínimo da saca de feijão de cor está estipulado em R$ 80 e foi calculado no primeiro semestre deste ano, com base em estimativas de mercado. Esse valor será praticado na comercialização do produto no primeiro ciclo da safra 2009/2010 (plantada em meados de agosto e para colheita entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010). De acordo com o coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, a redução de preço dos insumos permitiu a queda nos custos de produção. “Isso refletiu em um cenário de otimismo entre os produtores, que esperam ter lucro um pouco maior nesta colheita”, afirmou.
Em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão, ocorrida nessa sexta-feira (13), os representantes do setor também classificaram o cenário para a safra atual como favorável. “A nossa expectativa é que tenhamos uma boa produtividade de feijão nesta primeira safra 2009/2010, considerando a extensão da área plantada, desde que o clima seja apropriado. Esperamos também concentração de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) nos meses de janeiro e fevereiro”, explicou o presidente interino da câmara, Marcelo Ludders. Estimativa do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes Secos (Ibrafe), informa que a produção de feijão pode superar em até 20% a última safra (2008/2009), chegando a 1,432 milhão de toneladas.
Na reunião, os integrantes da câmara setorial solicitaram ao Ministério da Agricultura a pronta aplicação dos instrumentos de defesa e manutenção de preço ao produtor, como o PEP e o Prêmio Equalizador ao Produtor (Pepro) para a próxima safra. O setor produtivo também pediu que seja desenvolvido um tipo de contrato de opção, com a alternativa de venda do feijão ao governo ou do recebimento de um valor determinado, quando o preço mínimo não for alcançado. “A ideia é defender o produtor caso haja quantidade maior de feijão do que aquela que o mercado pode absorver.” (Leilane Alves)


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seca limitará produção de grãos, informa Bolsa de Rosário

A produção da safra de grãos da Argentina 2009/2010 será significativamente menor do que se esperava inicialmente, por conta da seca nas lavouras do extremo Oeste do Cinturão, de acordo com a última projeção da Bolsa de Grãos de Rosário. "Desde o começo temos sido um pouco pessimistas no que diz respeito às previsões, especialmente para a soja", disse a bolsa. Embora alguns analistas prevejam mais de 55 milhões de toneladas de soja, a Bolsa de Rosário avalia que a safra somará 47 milhões de toneladas. "A seca está afetando algumas províncias, como Córdoba, Santiago del Estero, o Oeste de Buenos Aires e partes do Norte do país, o que leva a crer que as estimativas deverão ser reduzidas, e não elevadas", comentou. A projeção da bolsa é de que a produção total de grãos nesta temporada totalize 77 milhões de toneladas, mais do que as 63 milhões de toneladas de 2008/2009. Espera-se que a produção resulte em 47 milhões de toneladas de soja, 13 milhões de toneladas de milho, 8 milhões de toneladas de trigo, 3 milhões de toneladas de semente de girassol, 2 milhões de toneladas de sorgo e 4 milhões de toneladas de outros grãos. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Soja: USDA confirma oferta recorde

As previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram produção recorde de soja no país de Barack Obama e no mundo na safra 2009/10. O anúncio derrubou as cotações de grãos no mercado internacional na quinta-feira da semana passada. A colheita acontece agora no Hemisfério Norte e o plantio no Hemisfério Sul. De acordo com o USDA, a produção americana será de 88,4 milhões de toneladas – o que é 9,5% a mais do que em 2008/09. Já a mundial será de 246 milhões de toneladas, aumento de 16,8% em relação ao ano passado. Se as projeções forem confirmadas, haverá altas nos estoques finais. A notícia é considerada baixista mesmo em ano de El Niño. Para o Brasil, a estimativa de 62 milhões de toneladas está mantida.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Invasões aumentam em 88% em SP

De acordo com levantamento da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), foram feitas 68 invasões no campo no estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano, contra 36 no mesmo período do ano passado. O acréscimo é de 88%. O professor Bernardo Mançano Fernandes, um dos autores do levantamento, não sabe dizer se é um crescimento isolado ou se representa um novo período de aumento das ocupações de terra. “Contextualizando isso na história, percebemos que a falta de políticas de desenvolvimento da agricultura familiar afeta o resultado”, defendeu Fernandes. Ele ainda afirmou que há uma tendência de aumento e refluxo que foram notadas em duas ondas, nos governos FHC e Lula. “A primeira onda cresce com a luta pela terra e reflui com a criminalização pelas medidas provisórias que tentaram impedir o avanço das ocupações. A segunda onda cresce embalada pela esperança na primeira gestão do governo Lula e reflui, em parte, pelas políticas compensatórias do Bolsa Família”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil