terça-feira, 13 de julho de 2010

Rossi apresenta “plano safra verde” ao Parlamento Europeu

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, apresentou ao presidente da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, deputado Paolo de Castro, um convite para que o parlamentar italiano visite o Brasil nos próximos meses. Ele não apenas confirmou que irá ao país, como também disse que quer ajudar as autoridades brasileiras a melhorar sua relação com a União Europeia.
A iniciativa do ministro tem como objetivo ampliar as negociações para a maior abertura da Europa às exportações brasileiras de produtos agrícolas, como etanol e carne bovina. “Queremos dar as informações necessárias para ampliar o grau de conhecimento sobre o Brasil na Europa”, disse o ministro, à saída do encontro, ocorrido na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas.
Rossi teve um encontro com o deputado no final da tarde desta segunda-feira (12). Ele foi apresentar a Castro as medidas adotadas pelo governo brasileiro no último Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, lançado em junho passado, e como o País está promovendo uma “revolução de resultados” em sua produção agrícola.
O ministro relatou que o Brasil vem, reiteradamente, nos últimos anos, quebrando recorde na produção de grãos e alimentos. “E vimos fazendo isso ao mesmo tempo em que mantemos praticamente a mesma área de cultivo. O Brasil amplia sua produção de alimentos de maneira produtiva”, comentou.
Rossi lembrou ao parlamentar os esforços do governo brasileiro para garantir mais comida na mesa dos brasileiros e dos povos de outros países, enquanto preserva o seu meio ambiente. “Eu falei um pouco do que vimos fazendo no Norte, com o projeto Boi Guardião, que impede os pecuaristas de promover desmatamentos sob o risco de não poder comercializar carne bovina”, disse.
Por último, o ministro da Agricultura explicou as medidas que foram tomadas recentemente pelo governo brasileiro para garantir recursos para as boas práticas agronômicas. Ele explicou como o governo federal destinou R$ 2 bilhões no Plano Agrícola para o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que vai incentivar processos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos gases de efeito estufa. A ideia é difundir uma nova agricultura sustentável para redução do aquecimento global, a ser adotada pelos agricultores nos próximos anos.
Além dos recursos do ABC, o governo prevê outras linhas de financiamento para projetos de produção sustentável no campo: o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa) e o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora). “O Brasil caminha para mudar radicalmente sua produção no campo, dando exemplo para o mundo de como é possível produzir alimentos e preservar o meio ambiente”, concluiu Rossi.
www.agricultura.gov.br

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Barrinha de sorgo: opção para alimentação humana

No Brasil, principalmente por questões culturais, o uso do sorgo na alimentação humana ainda não é muito comum. Em outros países, como, por exemplo, na África e na Ásia, o cereal vem sendo utilizado com essa finalidade há muito mais tempo. Para incentivar sua introdução na dieta alimentar dos brasileiros, a Embrapa vem divulgando técnicas para a fabricação de alimentos à base de sorgo, tais como farinhas, pães, bolos e, mais recentemente, na composição das conhecidas barrinhas de cereais.
O sorgo, originário da África Equatorial, é o quinto cereal mais importante do mundo, superado apenas pelo arroz, milho, trigo e cevada. Além de apresentar custo menor de produção tem como vantagem maior tolerância à seca do que o milho, sendo capaz de produzir tanto em condições mais áridas quanto em condições tropicais.
Para fazer a barrinha de cereais são utilizados grãos integrais de sorgo. Além de ter um sabor agradável ao paladar, a barrinha de sorgo é um alimento nutritivo. “Temos apostado no incentivo ao uso do sorgo na alimentação humana no Brasil devido, principalmente, às importantes substâncias antioxidantes que têm sido descobertas sobre esse cereal”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Valéria Aparecida Vieira Queiroz.
O valor nutricional do sorgo é muito semelhante ao do milho em termos de proteína, gordura e carboidratos. Mas ele apresenta um diferencial. “O sorgo possui alguns compostos, chamados bioativos, que são muito importantes para a saúde humana. Eles ajudam a evitar o câncer e algumas doenças crônicas”, detalha a pesquisadora. A barrinha de cereal é feita a partir da pipoca do sorgo, o que permite a utilização do grão em sua forma integral, mais rica em fibra e nos compostos bioativos que auxiliam a saúde humana.
Durante o programa, Valéria Queiroz explica como a barrinha de cereal à base de sorgo pode ser fabricada e ainda traz informações sobre o teste sensorial que foi feito para avaliar a aceitação do produto por consumidores em potencial.
O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Milho: estoque inicial de 2011 pode atender 20% do consumo previsto


Em seu último relatório, divulgado na semana passada, sobre as tendências da produção mundial de milho na safra de 2011, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que o consumo total brasileiro no ano que vem deve chegar aos 48,3 milhões de toneladas, 85% das quais serão destinadas exclusivamente à produção de rações.Considerada essa projeção e as previsões, também recentes, da CONAB acerca do possível estoque final de milho na presente safra, constata-se que o estoque inicial de 2011 poderá suprir mais de um quinto do consumo total previsto. Esse será o quarto índice mais elevado dos últimos 10 anos, permanecendo não muito distante do recorde observado em 2009.No ano passado, graças à excelente safra de 2008, o exercício foi aberto com uma safra inicial próxima dos 12 milhões de toneladas, volume que correspondeu a mais de um quarto (26,29%) do consumo total estimado pela CONAB para o ano. Em 2010 a relação estoque inicial/consumo previsto sofreu ligeira redução, mas continua a atender mais de um quinto do consumo projetado.Note-se que essas são situações bem diferentes daquelas observadas, em especial, no triênio 2006-2008, ocasião em que os estoques iniciais de milho atenderam a menos de 10% da demanda anual. Note-se, de toda forma, que embora o estoque inicial de 2011 possa, como ocorreu em 2009 e 2010, continuar superando os 10 milhões de toneladas (a mais recente previsão da CONAB é a de que o ano seja encerrado com um estoque de 10,127 milhões de toneladas), a relação estoque/consumo será inferior à de 2004, ano em que o volume estocado no início do exercício correspondeu a quase 22,5% do total consumido no ano.


Começam os financiamentos da safra 2010/11

Iniciaram na semana passada as contratações do crédito rural oficial para a safra 2010/2011. O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para o novo ciclo terá à disposição do segmento empresarial R$ 100 bilhões, e R$ 16 bilhões serão direcionados a agricultura familiar. Conforme comunicado do Ministério da Agricultura, para contratar o financiamento, o interessado deve procurar uma agência bancária que atue com carteira de crédito rural e conferir as modalidades, limites por produtor, taxas de juros, prazos para pagamento e demais condições definidas para a liberação de recursos. Na safra 2010/2011, novas medidas irão estimular o fortalecimento da classe média rural, incluindo R$ 5,65 bilhões do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Também há incentivos extras para práticas sustentáveis, com redução da emissão de gases de efeito estufa na lavoura, do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC).


Fonte: Agência Estado

Fazendeiro já tenta burlar lei florestal

A proposta de mudança no Código Florestal pode provocar um efeito indesejado antes mesmo de ser aprovada: a corrida de fazendeiros para dividirem suas propriedades, a fim de escaparem da exigência de recomposição de reserva legal. Pelo menos um cartório de imóveis, o de Araçatuba (noroeste paulista), afirma ter recebido nas últimas duas semanas uma série de pedidos de fracionamento de propriedades com áreas maiores que quatro módulos fiscais. Esse é o limite abaixo do qual as fazendas serão isentas de recompor florestas desmatadas, caso seja aprovada a nova proposta de reforma do código, de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A proposta pode ser votada nesta terça-feira numa comissão especial da Câmara. "Eu atendi pessoalmente quatro pessoas. Meus colegas atenderam outras tantas", disse à Folha Marcelo Melo, oficial de registro de imóveis da comarca de Araçatuba.


Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Produtores duvidam de fim dos subsídios americanos


O acordo que suspendeu até o final de 2012 o início da retaliação comercial aos Estados Unidos dificilmente erradicará os subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores de algodão, avalia o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha. Ele, no entanto, considera positivo o esforço para trazer a ajuda a níveis razoáveis. "A possibilidade de retaliação pelo Brasil foi importantíssima como mecanismo de pressão. Sem isso, não seria possível chegar a um acordo dessa magnitude", afirma Cunha. Em novembro do ano passado, a OMC autorizou o Brasil a retaliar os EUA em até US$ 830 milhões por causa de subsídios concedidos aos produtores de algodão pelo governo. O acordo prevê a suspensão das retaliações pelo Brasil até 2012, quando a lei agrícola norte-americana será reformulada. Pelo acerto, os EUA terão de limitar os gastos com subsídios pelo governo e reduzir as ajudas no programa de garantias de crédito à exportação do algodão.


Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 22 de junho de 2010

Começa vazio sanitário da soja



O período de vazio sanitário da soja teve início no Paraná e em Mato Grosso, com intervalo de 90 dias sem cultivo da soja, de 15 de junho a 15 de setembro. A finalidade da medida é controlar a ferrugem asiática, reduzindo o aparecimento do fungo na entressafra e prevenindo o ataque precoce à soja, já que a praga não sobrevive por mais de 60 dias sem a presença da planta viva. Ao todo, nove estados produtores devem seguir o vazio sanitário. Em Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, São Paulo e Minas Gerais a interrupção do plantio do grão será a partir de 1° de julho. No Maranhão e Bahia, começa em 15 de agosto, com duração de 60 dias. Nos demais estados o período do vazio sanitário da soja é de 90 dias. Durante o período instituído, o produtor da região deve eliminar todas as plantas de soja em sua propriedade, tanto aquelas cultivadas, quanto as voluntárias, que vêm da queda de sementes durante a colheita.



Fonte: Ministirio da Agricultura