quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O mercado de milho pode pegar fogo de novo. Depois do surpreendente corte na estimativa da safra norte-americana, promovido pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no início de outubro, as atenções começaram a se voltar para o lado da demanda. A começar pelo próprio mercado norte-americano, onde a gasolina vai passar a receber 15% de etanol, que por lá ainda é feito de milho. O outro ator na balança da demanda é a China, onde a produção local do cereal tem sido insuficiente para atender a intensa procura, aquecida pelo forte crescimento da indústria de ração do país. Até setembro desse ano, os chineses devem importar 1,3 milhão de toneladas de milho, maior volume em 15 anos. Para a próxima safra, as expectativas para as compras chinesas variam de 1 milhão a 5 milhões de toneladas. Tudo para tentar impedir maiores quedas nos estoques estratégicos do país que, dizem os analistas do mercado chinês, não chegam a 10 milhões de toneladas, o suficiente para, no máximo, um mês de consumo.
AgRural

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MILHO/CEPEA: Indicador sobe mais de 5% na parcial do mês


Cepea, 26 – O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) teve aumento de 1,78% entre 18 a 25 de outubro, fechando a R$ 25,75/saca de 60 kg na segunda-feira. Na parcial de outubro (até dia 25), o Indicador acumula alta de 5,19%. De acordo com pesquisas do Cepea, no Brasil, prevalece a expectativa de que as exportações continuem com volume expressivo em outubro e novembro. Conforme levantamentos do Cepea, enquanto vendedores sinalizam que não precisam negociar agora, compradores seguem adquirindo apenas “da mão para a boca”.


(Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

sábado, 23 de outubro de 2010

Importações chinesas de milho somam 1,23 milhão de toneladas na safra 2010/11

De acordo com dados da alfândega fornecidos pela CCS Information Center divulgados nesta terça-feira, as importações chinesas de milho somam 512 mil toneladas. Com esse volume, o montante total alcança 1,23 milhão de toneladas.

Os números estão alinhados com o estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra 2009/10, em setembro - 1,3 milhão de toneladas, que foi o maior volume em 15 anos.

Este crescimento na demanda chinesa tem sido atribuído ao aumento da produção de ração animal e da quebra de safra no ciclo passado. Por conta disso, as importações do cereal norte-americano foram retomadas e na safra 09/10 atingiram o maior volume em 15 anos - 1,3 milhão de toneladas.

Os analistas do mercado chinês acreditam que a nação seguirá aumentando suas importações no próximo ano comercial, podendo até mesmo haver um incremento nas compras. Li Qiang, presidente da JC Intelligence Co. Ltd, aposta em importações na casa das 5 milhões de toneladas.

Fonte: Redação NA

Safrinha de milho cresce e alivia o setor

Mesmo com a previsão de redução de área e produção de milho em 2011, por conta da falta de chuvas nas regiões produtoras e o baixo valor de remuneração pela matéria-prima, o setor está otimista em relação à colheita. Motivo: o crescimento contínuo da safrinha nos últimos anos, que já responde por 38% da produção total do cereal é o principal motivo para manter o avanço. A previsão é que em 2011 a cultura represente mais de 40% da colheita.

Nos últimos dez anos a safrinha brasileira saltou de 15,27% de representatividade em relação à safra total de milho, para 38,29% no ano passado. Com isso, derrubou a fatia da safra principal que no ano 2000 era de 84,73%, e passou para 61,71% em 2009.

Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de Milho e Sorgo (Embrapa), esse cenário foi estabelecido em função da valorização de grãos como a soja, que em alguns estados como Goiás, tomou o lugar do milho na safra principal. "O sudoeste goiano que sempre teve uma safrinha forte de sorgo, e apostava no milho na safra principal, planta hoje soja, e na safrinha o milho. Então o agricultor vai nesse balanço do que é mais barato para plantar, e o que dá mais retorno financeiro a colheita", afirmou Cruz.

Cruz comentou que o Paraná (PR) considerado o maior produtor de milho do País, pode perder a liderança para o estado do Mato Grosso (MT), que já dispõe da maior área e produção na safrinha (2,2 milhões de hectares), ante os 1,3 milhão de hectares do Paraná. A previsão de produção para o estado paranaense em 2011 na safrinha é de 5,8 milhões de toneladas, contra 8,7 milhões do MT. Já em relação à safra principal, o PR deve produzir 7,5 milhões de toneladas, contra apenas 300 mil toneladas do MT. "O Mato Grosso aposta como primeira safra na soja, e somente depois planta o milho. No Paraná a primeira safra de milho a área de cultivo [894 mil hectares] já é menor que a safrinha", disse ele.

Com a expectativa de se tornar o maior produtor do cereal em quatro anos, Mato Grosso, aposta em auxílios governamentais, e melhoras logísticas para escoar o produto, e baixar os custos de transporte. "O estado pode e será um dos maiores produtores de milho do País. Entretanto o governo precisa nos ajudar a vender o nosso milho. Além disso, se não melhorarmos as condições logísticas, entre o estado e os portos, a situação ficará difícil, pois o Paraná tem um grande porto, e os custos ficam ainda mais baixos para eles", frisou o diretor da Aprosoja MT, Carlos Favaro.

Contudo Rafael Ribeiro de Lima Filho, analista da Scot Consultoria, acredita de esse aumento da safrinha é uma tendência, principalmente pela queda no custo. "Existe uma tendência de produtores de milho optarem por plantar outras commodities, deixando o milho para a safrinha, para reduzir os custos da cultura principal. Daqui para frente teremos uma safrinha cada vez maior", garantiu ele.

Brasil

O Brasil deve entrar em 2011 com uma área de plantio 3% menor, que representa 12,7 milhões de hectares. A produção também sofrerá um revés passando de 56 milhões de toneladas de milho obtidos neste ano, para 52 milhões, segundo José Carlos Cruz da Embrapa. "Em 2011 teremos uma queda na área plantada e na produção, por conta da falta de chuvas. Na safrinha a expectativa é plantar mais de 5 milhões de hectares, e se a demanda for maior, o Mato Grosso ainda pode ampliar a sua produção".

A safrinha de milho, que é plantada no primeiro semestre, cresce a cada ano e é a esperança dos produtores para a próxima colheita, mesmo com previsão de redução de área e de produção em 2011, por causa da falta de chuvas e dos baixos preços. A previsão é de que em 2011 a safrinha representará mais de 40% da colheita, e será menos afetada por problemas climáticos.

Nos últimos dez anos a safrinha brasileira saltou de 15,27% da safra total de milho para 38,29% no ano passado. Com isso, derrubou a participação da safra principal (a de verão), que no ano de 2000 era de 84,73% e caiu para 61,71% em 2009.

Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa, esse cenário se fortaleceu com a valorização de grãos como a soja, que em alguns estados, como Goiás, tomou o lugar do milho na safra principal: "O sudoeste goiano, que sempre teve uma safrinha forte de sorgo e apostava no milho na safra principal, planta hoje soja, e na safrinha, milho".

Cruz comentou que o Paraná, maior produtor de milho do País, pode perder a liderança para o Estado do Mato Grosso, que já dispõe da maior área para produção na safrinha (2,2 milhões de hectares), ante o 1,3 milhão de hectares dos paranaenses.

Fonte: DCI

Plantar milho será um bom negócio em 2011

Plantar milho será um bom negócio em 2011. Isso porque está prevista uma redução dos estoques mundiais e os preços provavelmente serão remuneradores, garantindo rentabilidade ao produtor. Mas grande parte dos produtores em Mato Grosso pode não se aproveitar desse momento devido à redução prevista na área do milho, motivada pelo fenômeno La Niña, que atrasou as chuvas no início da primavera e retardou o plantio da soja. Com isso, a janela de plantio do milho safrinha, no começo do próximo ano, ficou curta e poucos produtores vão colher os dividendos dos bons preços ocasionados pela redução dos estoques.

De acordo com o último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), a queda na safra mundial de milho passará de 7 milhões de toneladas no ciclo 10/11, quando a produção deverá chegar a 819,6 milhões de toneladas.

A redução será provocada principalmente pela queda da produção brasileira e americana. No relatório do mês de setembro, a estimativa indicava produção de 334,2 milhões de toneladas na safra americana e, agora, não deverá passar de 321,6 milhões. Para o Brasil, o Usda prevê uma queda maior: cinco milhões de toneladas. A produção deverá encolher de 56 milhões de toneladas, na safra 09/10, para 51 milhões de toneladas, no próximo ciclo. Já o consumo mundial deverá ser de 835,36 milhões de toneladas.

“Seria muito bom se pudéssemos plantar uma grande safra, pois certamente teremos mercado com preços compatíveis no próximo ano”, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Carlos Fávaro. O problema, segundo ele, é que o plantio de soja está atrasado e, com isso, muitos produtores não terão tempo de plantar o milho safrinha, a partir de janeiro, dificultando a recomposição dos estoques mundiais.

“Para o Brasil, seria uma oportunidade fantástica por causa dos preços. Acredito que o milho será um grande negócio para o próximo ano em função da queda da produção mundial. Mas, infelizmente, poucos vão poder usufruir desse bom momento do milho em 2011”, avalia Fávaro.

Segundo ele, ainda é cedo para fazer uma projeção sobre a redução da área plantada de milho no próximo ano. “Estamos no final da janela para plantio da soja e, se chover bem agora, os produtores vão colocar as plantadeiras para funcionar dia e noite. Só após o fim deste trabalho é que teremos noção de qual será a área plantada do milho em 2011. Mas podemos afirmar com segurança que já temos uma redução da área de soja entre 200 mil e 300 mil hectares em função deste atraso”.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) lembra que, com as possíveis quedas na produção e aumento no consumo, a relação estoque/consumo caiu para o segundo menor valor das últimas três décadas, 15,9%, ficando atrás apenas da safra 06/07, com 15,2%, fato que afeta não só o cultivo do milho, mas também o da soja que disputam diretamente a área. “A relação que mensura a viabilidade econômica do plantio entre as duas culturas está muito próxima de US$ 2,00/bushell, o que favorece o plantio de milho”, avaliam os analistas.

PREÇOS – Ainda de acordo com o Imea, desde o início dos trabalhos de colheita, em junho de 2010, os preços vêm sofrendo fortes oscilações. Após bater a menor média em julho R$ 9,15/saca o valor pago em Campo Verde sofreu uma expressiva valorização, trabalhando na casa de R$ 14,53/saca em outubro.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta que somente no mês de setembro de 2010 Mato Grosso exportou 988 mil toneladas de milho, o maior volume da história para o mês. De junho a setembro deste ano as exportações já acumulam 2,06 milhões de toneladas, o que corresponde a 24% do volume produzido pelo Estado.


Fonte: Diário de Cuiabá

Milho acumula alta de 44% em São Paulo

De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço do milho em São Paulo reagiu pelo terceiro mês consecutivo. Em média, a tonelada está sendo negociada por R$445,40, alta de 4% em relação a setembro e de 44% em relação a julho.

Em outubro, os preços variaram de R$390,00/t a R$500,00/t no Estado.

Quando comparado ao mesmo período de 2009, a cotação atual está 23% maior. No entanto, para o pecuarista a relação de troca entre o boi gordo e o milho é a mesma de outubro do ano passado. Isso porque a alta no preço do boi compensou o reajuste do milho.

Em média, o produtor precisa de 4,69@ de boi gordo para adquirir uma tonelada de milho.

Já em comparação a julho, o poder de compra do invernista está 25% menor. Naquela época eram necessárias 3,72@ para comprar a mesma quantidade do alimento.


Fonte: Scot Consultoria

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Especial SEMANA DO MILHO










Sempre a frente a Casa da Lavoura traz para você cliente e leitor do blog, uma semana dedicada a cultura do MILHO, aqui você poderá encontrar reportagens e notícias sobre o MILHO e as expectativas de mercado.




Por isso, não deixe de ler a reportagens que seguem abaixo!




Na Casa da Lavoura você encontra sementes de milho Syngenta