terça-feira, 30 de novembro de 2010



As polícias brasileiras e autoridades fronteiriças apreenderam quase 24 toneladas de agrotóxicos ilegais entre os meses de janeiro e outubro, salto de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o acumulado totalizava 20,79 toneladas. Nos últimos anos, 700 suspeitos de comércio ilegal de agrotóxicos foram detidos no Brasil, e passaram a responder a ações judiciais. Somente em 2010, a Justiça proferiu quase 40 condenações. No acumulado da campanha nacional contra agrotóxicos ilegais, que teve início no ano de 2001, os dados são os seguintes: cerca de 400 toneladas apreendidas; 656 suspeitos detidos e 375 toneladas incineradas. Os delitos de produção, transporte, compra, venda e utilização de agrotóxico contrabandeado ou pirateado são considerados crimes de sonegação, contrabando e descaminho. O disque-denúncia é 0800.940.7030.





Fonte: Sindag

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Primeiro foco de ferrugem asiática é identificado em Nova Cantu (PR)

Embrapa/Aprosoja


O Consórcio Antiferrugem registrou dia 25 de novembro, o primeiro foco de ferrugem asiática da soja em área comercial na safra 2010/201, na cidade de Nova Cantu, no Paraná. A presença de ferrugem foi identificada pelo técnico da Cooperativa Agroindustrial União (Coagru) Adriano Adamzuk Carniele e confirmada pela Faculdade Integrado de Campo Mourão.

Carniele explica que a lavoura que foi semeada no dia 30 de setembro e está no florescimento (R2). "O produtor vai fazer o controle químico da área com fungicida ainda hoje. Agora é preciso intensificar o monitoramento na região", enfatiza.

Na safra passada, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, foram identificadas 2370 ocorrências de ferrugem, sendo que o primeiro foco, em lavoura comercial, foi registrado em 17 de novembro. A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, explica que a baixa umidade do inverno desfavoreceu a brotação de plantas voluntárias e a sobrevivência do fungo causador da doença. Apesar do sucesso do vazio sanitário e do atraso no cultivo da soja pela falta de chuvas, o registro do primeiro foco de ferrugem está ocorrendo na mesma época do ano, comparando-se com a safra passada.

"Por isso, os cuidados devem ser redobrados a partir de agora, quando as primeiras lavouras semeadas começam a entrar no período de florescimento. Nesta fase, aumenta a probabilidade de ocorrência da doença, em função da favorabilidade para infecção proporcionada pelo icroclima (maior umidade e sombreamento que ocorrem com o fechamento da lavoura)", explica Godoy.

Segundo ela, as orientações para o manejo da doença não se alteram, devendo ser realizado o monitoramento das lavouras e o acompanhamento da ocorrência da doença na região. "O controle de ferrugem deve ser feito após os sintomas iniciais da doença na lavoura, ou preventivamente, levando em consideração o desenvolvimento da cultura, a presença da ferrugem na região,as condições climáticas, a logística de aplicação, a presença de outras doenças e o custo do controle", ressalta.

Falta de chuva pode comprometer soja

A falta de chuvas em volume suficiente na região Centro-Oeste pode comprometer a produtividade das lavouras de soja. Se o clima continuar seco, a produção de oleaginosa na safra 2010/2011 deve se manter estável em relação à safra anterior. “O crescimento da área plantada vai compensar possíveis reduções de produtividade, mas parte da renda do produtor estará comprometida”, afirma o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner. Dados da Conab confirmam a avaliação da CNA de aumento no plantio. A área plantada com soja no país no ano-agrícola 2010/2011 pode crescer até 3%, para 24,20 milhões de hectares. E a Conab estima que a produção possa variar entre 67,69 milhões de toneladas e 69 milhões de toneladas.


Fonte: CNA

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Preço causa aumento na área destinada ao milho em Goiás

Agricultores de Goiás decidiram ampliar a área destinada ao cultivo do milho. A melhora no preço do grão foi fundamental na hora de tomar a decisão.

A reação do mercado no segundo semestre do ano animou o produtor a aumentar a área de cultivo nesta safra.

Em Cristalina, o produtor aumentou a área plantada do milho em até 70% em relação ao ano passado. Boa parte do milho já está comercializada em contratos de troca com adubos e fertilizantes.

“Temos 60% desse milho já fechado. Então, isso nos dá a tranquilidade para que a gente saiba que no campo precisamos trabalhar a produtividade. O mercado já está garantido”, disse o agricultor Vanderlei da Silva.

O presidente do Sindicato Rural de Cristalina, espera que nesta safra o preço do milho recompense os investimentos dos produtores que decidiram plantar o grão. “Vamos ter um mercado enxuto pelo menos até junho ou julho de 2011. Isso não quer dizer que nós teremos preços muito acima da realidade que está hoje. Mesmo porque o governo tem um estoque de milho muito elevado e não permitir que o milho seja um vilão da inflação”, disse Vitor Simão.

Fonte: Globo Rural

FAO alerta para possível alta nos preços dos alimentos



A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) advertiu nesta quarta-feira (17) que a tendência é que, em 2011, ocorra uma alta generalizada nos preços dos alimentos devido à baixa produção agrícola mundial.

No relatório Perspectivas de Alimentação, estima-se que o cenário é sombrio em decorrência da queda na produção de cereais e de alguns tipos de grãos. A estimativa é que os projetos globais de importação de alimentos fiquem em torno de US$ 1 trilhão em 2010.

As informações são das Nações Unidas (ONU). O relatório informa ainda que os estoques globais de cereais devem sofrer reduções drásticas, algo como 6% em média segundo a FAO. Os percentuais variam de acordo com o tipo de cereal e de grão. A produção de cevada deve sofrer redução de 35%, a de milho 12% e a de trigo 10%. Apenas as reservas de arroz devem aumentar em aproximadamente 6%, segundo os especialistas.

Para os especialistas, o ideal é que as autoridades estimulem a produção como meio de recompor os estoques. “Em decorrência da expectativa de queda dos estoques mundiais [de alimentos], o tamanho das colheitas do próximo ano será crucial para definir o tom para a estabilidade nos mercados internacionais”, analisa o relatório da FAO.

Os especialistas advertem ainda que a produção como um todo deve ser estimulada, não só de cereais, mas também açúcar e algodão. De acordo com o relatório, se a produção de grãos não for estimulada, a tendência de alta de preços será “significativa” principalmente de produtos como milho, soja e trigo.

Porém, o relatório destaca que não só a produção agrícola será afetada pela alta dos preços, mas também produtos como a carne bovina, o peixe e a manteiga. De acordo com a FAO, todos esses produtos sofreram reajustes acima do esperado ao longo deste ano.

Fonte: DCI (Diário do Comércio e Indústria)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O mercado de feijão nesta sexta-feira 19/11/2010


Produtores do Paraná reduzem área de milho em quase 20%

O Paraná reduziu sua área com milho em quase 20%. O clima está assustando o produtor e até a estimativa da Secretaria da Agricultura reflete prováveis veranicos. Quem está plantando para garantir a rotação de culturas adotou a tecnologia BT, que pode ser um aliado a mais em tempos de provável La Niña, mas é preciso buscar informação para não gastar quando a tecnologia garante exatamente redução de custos com inseticidas.

O milho BT promete resistência à lagarta do cartucho, mas uma faixa do convencional precisa ser plantada ao longo da área. A ideia é adiar a resistência que normalmente os insetos desenvolvem a novas tecnologias. A capacidade do milho BT de resistir a ataques de pragas também pode ser útil agora, já que as lavouras estão sob o risco do La Niña.

Depois de cinco anos sem plantar milho, o agricultor Milton Casarolli semeou 50 hectares com o BT pela primeira vez neste verão, mas somente por conta da rotação de culturas. O foco foi a redução de custo de manejo.

– Numa época muito seca, a infestação de lagarta é muito grande. Teve ano que eu fiz cinco aplicações e judia demais da lavoura. No milho BT, você vai fazer uma, talvez, e já dá uma diferença muito grande – explica ele.

Mesmo com o avanço do milho resistente à lagarta do cartucho, uma das principais pragas da cultura, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Agricultura, estima que a produtividade deve ser 4% inferior em relação à safra passada.

O Estado tem 742 mil hectares semeados com milho, redução da área em 17% em relação ao verão passado. A produção prevista é de 5,4 milhões de toneladas. A pesquisa indica que mais de 70% das lavouras do Paraná são de milho BT. O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Rodolfo Bianchi, alerta que, apesar da tecnologia prometer redução na aplicação de inseticidas, muitos produtores seguem a recomendação de pulverizar o produto quando a infestação passa de 20% da lavoura. Ele aconselha um acompanhamento das lagartas, já que a tecnologia BT mata o inseto por intoxicação dentro de poucos dias.

– Se ela (a lagarta) começa a ficar mais clara é porque parou de comer e, se parou de comer, não é mais praga, porque não ataca mais a lavoura. Esse ano, a gente avaliou algumas áreas que tinham um primeiro indicativo de aplicar o inseticida. Mas, avaliando a lagarta, 80% das áreas que avaliei dispensei a aplicação.

Fonte: CANAL RURAL