sexta-feira, 15 de abril de 2011

Código Florestal: Dilma recebe proposta já na semana que vem

Setores do governo incluídos na discussão do Código Florestal apresentarão à presidente Dilma Rousseff, na semana que vem, a proposta de alteração da lei a ser enviada à Câmara dos Deputados. A intenção do Palácio do Planalto é de que o texto chegue ao relator, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a título de sugestão. O deputado apresentaria a proposta como uma emenda substitutiva ao relatório aprovado pela comissão especial que analisou o novo código. A proposta do governo federal, fechada pelos ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, foi sacramentada, ontem, em reunião no Palácio com a presença do vice, Michel Temer, e do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Ficaram acertados pontos como a incorporação das áreas de proteção permanente dentro do cálculo das reservas legais a que cada propriedade deve manter preservada. Também ficou acordado que leis estaduais não poderão diminuir as áreas definidas para proteção, mas poderão ampliar o espaço a ser protegido. A preservação mínima às margens de córregos e rios será de 30 metros, sendo 15 metros para as áreas consolidadas. E não haverá isenções para a obrigação de manter reserva legal.

A partir de agora, o trabalho do governo passa a ser buscar o consenso com a bancada ruralista. Nos temas em que não houver acordo, o Planalto admite levar a questão ao plenário. "O governo tenta avançar no consenso, estamos com 99% definidos, mas uma proposta ou outra pode acabar sendo decidida somente em plenário", admitiu o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. O ponto mais polêmico é a liberação das reservas legais para as propriedades menores de quatro módulos ou 150 hectares. O governo é contra a proposta, mas os ruralistas entendem que a medida pode ser aplicada à agricultura familiar ou aos pequenos produtores. Diante do impasse, o mais provável é que a questão seja decidida em plenário. Em relação à necessidade de declarar em cartório a área destinada à proteção, o expediente não será mais necessário. Bastará aos produtores cadastrarem os dados nos programas do Ministério do Meio Ambiente. "O governo tem interesse em levar uma matéria de consenso ao plenário até por conta dos compromissos que o país assumiu. No ano que vem, teremos a Conferência Rio 20 de Desenvolvimento Sustentável, precisamos chegar lá com um código moderno, não fruto de um racha", explicou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado. O acordo fechado pelo governo com os parlamentares prevê que a sugestão do governo para o Código chegará às mãos do relator Aldo Rebelo na semana que vem. A votação deve acontecer na última semana do mês, ou na primeira de maio. Depois de passar pela Câmara, a proposta ainda segue para o Senado Federal. Equilíbrio verde As reservas legais são áreas destinadas à preservação no interior das propriedades rurais, como representação do ambiente natural da região, e necessárias para o equilíbrio da biodiversidade. Para cada região, muda o espaço mínimo de proteção. Na Amazônia, o índice é de 80% da propriedade. No Cerrado, o percentual que deve permanecer intocado cai para 35%, e na mata atlântica, 20%

quarta-feira, 13 de abril de 2011

MILHO: CONAB OFERTA 55,123 MIL T EM LEILÕES DE ESTOQUES HOJE

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fará leilão nesta quarta-feira de 55.123,730 toneladas de milho de estoques governamentais, divididos nos avisos 110, 111, 112, 113 e 114. O aviso 110 coloca à venda 7.483,310 toneladas, divididas em 3 lotes, com origem em Mato Grosso. O aviso 111 abrange 1.821,837 toneladas, divididas em 4 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 e 02) e Mato Grosso (lotes 03 e 04). O aviso 112 coloca à venda 447,580 toneladas, com origem em Mato Grosso. O aviso 113 abrange 9.258,086 toneladas, divididas em 5 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 e 02) e Mato Grosso (lotes 03 a 05). O aviso 114 coloca à venda 36.112,917 toneladas, divididas em 16 lotes, com origem em Goiás (lotes 01 a 04) e Mato Grosso (lotes 05 a 16). Poderão participar dos leilões os interessados que tenham como atividade principal, que deverá constar na AVE, e estejam em plena atividade nos seguintes segmentos: avicultores, suinocultores, bovinocultores de leite e de corte, cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos de leite e de corte, indústria de ração para avicultura, suinocultura e bovinocultura, indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho, que estejam devidamente cadastrados perante a Bolsa por meio da qual pretendam realizar a operação, e que estejam em situação regular no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab - SIRCOI. A Conab informa ainda que o preço de venda de ambos os avisos serão divulgados, em R$/kg, ICMS excluso, com antecedência de até 02 (dois) dias úteis da data de realização do leilão.
Safras

quinta-feira, 31 de março de 2011

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de março, totalizaram 1,25 bilhão de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado recuou 2% na comparação com igual período de 2010. Do total, 505 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com recuo de 17%. Os estoques fora das fazendas somam 744 milhões de bushels, com alta de 13%. Na comparação com os estoques de 1o de dezembro, houve uma baixa de 1,03 bilhão de bushels.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Setor da cana deixa de faturar R$ 7,5 bi com déficit de etanol
autor
Marcos Fava Neves
ano
2011
publicação
Folha de Sao Paulo

Concluiu-se a safra de cana processando no Centro Sul 555 milhões de toneladas, 2,4% a mais que na safra anterior. A produção de açúcar cresceu 16,82% e a de etanol 6,71%. Com preço maior (US$ 345 em 2009 e US$ 456 em 2010) e quantidade maior vendida (de 24,3 para 28 milhões de toneladas), as exportações de açúcar trouxeram US$ 12,7 bilhões e o complexo sucro-energético, US$ 13,7 bilhões, representando quase 20% do agronegócio.

A demanda mundial de açúcar cresceu quase 62% em 15 anos. Se continuarem estas taxas de crescimento são necessárias mais 50 milhões de toneladas/ano em 2020. O Brasil produz 40 milhões de toneladas por ano.

A cadeia sucro-energética teria mais renda sem o tropeço no etanol hidratado. Em 2009 o consumo interno foi de 16,5 bilhões de litros, e em 2010 caiu para 15 bilhões. O consumo da gasolina foi de 25,4 bilhões de litros em 2009 para quase 30 bilhões em 2010 e o pior, importou-se 505 milhões de litros de gasolina (contra apenas 22 milhões em 2009). Hoje o Nordeste esta importando etanol dos EUA.

Em 2010 foram vendidos mais de 3 milhões de carros e a frota flex chegou a 12,5 milhões, 43% do total brasileiro. Se 80% da frota flex usar etanol, o consumo anual seria de 20 bilhões de litros. Tem-se uma demanda anual reprimida de 5 bilhões de litros de hidratado. Em dois meses de 2011 foram vendidos 500 mil carros (12 mil carros por dia útil, um a cada dois segundos!), 15% a mais que em 2010. Até o final do ano a frota flex terá 15,5 milhões de ávidos integrantes e consumo potencial anual de 25 bilhões de litros de hidratado, com o déficit passando para 10 bilhões.

Um exercício com um preço hipotético do hidratado nas bombas de R$ 1,50/litro e lucro líquido de 10 centavos/litro na Usina, mostra que a cadeia sucro-energética está transferindo para a gasolina um faturamento anual de R$ 7,5 bilhões. No final de 2011, com o novo volume da frota, a cadeia sucro-energética deixaria de faturar anualmente R$ 15 bilhões e Usinas, de lucrar R$ 1,0 bilhão. Deve-se lembrar que 25% da gasolina é etanol anidro, portanto uma parte desta renda volta ao setor.

Esta lacuna é triste resultado da crise de preços e crédito de 2007/2008, que solapou cruelmente o endividado setor sucro-energético. O efeito mais pernóstico foi transferir o grande volume de investimentos (das tradings, petroleiras, fundos e outros) destinado a construção de Usinas novas (greenfields), para a compra de Usinas existentes (brownfields). Hoje o mercado clama por mais umas 15 grandes Usinas, que se aí estivessem, trariam toda esta renda para o bolso da cadeia sucro-energética.

Num cenário onde o consumo de açúcar, etanol, energia elétrica, plástico, diesel, entre outros, só tende a crescer, e com o petróleo atingindo US$ 100, Brasília precisa focar sua estratégia na cana.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Commodities subiram 33% em um ano

O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), divulgado pelo Banco Central, registrou alta de 4,05% em janeiro, na comparação com dezembro de 2010. Esse índice mede a variação no país dos preços dos produtos básicos cotados internacionalmente. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o índice apresentou alta de 33,55%. No mês passado, o maior aumento ocorreu no segmento agropecuário (formado por carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e carne suína), que registrou alta de 4,44%. No segmento de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel), o índice registrou aumento de 3,52%. No caso da energia (petróleo, gás natural e carvão), a alta foi de 3,40%.

Fonte: Agência Brasil

Clima preocupa sojicultores no RS

As condições gerais das lavouras de soja da safra 2010/2011 são muito satisfatórias, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o clima seco é motivo de preocupação para os produtores. Segundo análise divulgada pelo boletim “Custos e Preços”, elaborado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), “o resultado final da safra do Rio Grande do Sul e também na Argentina pode ser comprometido pelo clima adverso”. Já dados da Superintendência Técnica da CNA mostram que o desempenho das lavouras da oleaginosa no Centro-Oeste é favorável, apesar de o clima seco ter atrasado o plantio das áreas no último trimestre do ano passado. No Mato Grosso, onde a colheita da safra 2010/2011 já começou, a produtividade das lavouras de soja superprecoce varia entre 55 e 56 sacas por hectare, um rendimento considerado favorável.

Fonte: CNA